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Crescimento econômico em São Tomé pode chegar aos 5% a médio prazo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o crescimento econômico em São Tomé e Príncipe seja de 4% em 2018, mas pode, a médio prazo, chegar aos 5% devido a novos projetos com financiamento externo.

“A perspectiva macroeconômica é positiva. Espera-se um crescimento de 4% em 2018 e que acelere até aos 5% a médio prazo com o começo de novos projetos de financiamento externo – incluindo uma expansão aeroportuária, construção de estradas e a restauração e reabilitação do sistema elétrico”, lê-se no comunicado realizado ao abrigo do Artigo IV (dos estatutos do fundo).

Quanto à inflação, espera-se que esta desça dos 7,7%, valor alcançado no final de 2017 devido “às condições atmosféricas adversas e o aumento das taxas de importação em certos bens”, para os 6% no final do ano.

“Esta perspetiva está dependente da disciplina fiscal continuada e das reformas estruturais para aumentar a receita tributária, reduzir os riscos fiscais da EMAE [Empresa de Água e Eletricidade] e a gradual redução da carga fiscal”, refere o relatório, advertindo que “os riscos incluem derrapagens fiscais com as eleições legislativas deste ano, a demora na resolução dos bancos e a continuação de altos níveis de inadimplência”.

O comunicado do FMI salienta ainda que “a implementação mais rápida de grandes projetos de financiamento externo pode estimular o crescimento” da economia nacional.

O mesmo documento afirma que as autoridades continuam comprometidas em cumprir o programa de reforma económica ao abrigo da facilidade de Crédito Alargado (ECF) para a sustentabilidade fiscal e fomentar o crescimento liderado pelo setor privado e inclusivo.

São Tomé e Prinícipe está ainda “empenhado” em melhorar a captação de receitas, essencialmente em grandes contribuintos, introduzindo um imposto sobre o valor acrecentado em 2019.

Para equilibrar a necessidade de investimento enquanto reduz o peso da dívida, as autoridades “apenas irão pedir empréstimos em condições favoráveis e de forma controlada.

Na avaliação final, o FMI recebeu com agrado o progresso na consolidação fiscal e as reformas estruturais, mas assinalaram que o desempenho do programa tem sido “desiquilibrado e que os riscos se mantêm”.

O FMI enfatizou a importância da reforma de empresas do Estado, como a EMAE, que permite “não apenas reduzir os riscos fiscais, como também fortalecer a posição externa face às importação de produtos petrolíferos”.

A organização louvou ainda a adoção de uma estratégia de desenvolvimento turístico, que vai permitir um “crescimento inclusivo”. (Mundo Lusíada)

com Lusa

Empresários se queixam de greve na exportação do caju, principal produto do país

Os empresários guineenses que operam no setor do caju queixaram-se esta segunda-feira do impacto da greve dos funcionários aduaneiros na exportação para a Índia daquele que é o principal produto agrícola do país.

Agnelo Gomes e Fernando Flamengo, também membros da associação de importadores e exportadores da Guiné-Bissau, revelaram que “há mais de 20 dias” que os contentores carregados com castanha de caju aguardam por ordens de embarque em navios no porto de Bissau. Os exportadores queixam-se da “falta de respostas” de funcionários das Alfandegas que aderiram uma greve geral, de oito dias, convocada pela central sindical UNTG (União Nacional dos Trabalhadores da Guiné).

Para serem embarcados nos navios, os contentores têm que passar por “um cordão aduaneiro”, precisou Agnelo Gomes, dando cumprimento às formalidades perante o Estado guineense.

Segundo Gomes, até ao momento foram exportadas 48 mil das cerca de 170 mil toneladas que o Governo conta escoar para Índia. “Todas as empresas apenas só conseguiram exportar 20/30 por cento de toda castanha”, observou Agnelo Gomes, sublinhando que o produto que está no porto deveria estar na Índia desde maio.

O empresário afirma que há o risco de o comprador indiano impor um preço mais baixo aos exportadores guineenses. Por ficar parado durante mais de 20 dias no porto de Bissau e durar mais 42 dias de viagem até Índia, o caju guineense está assim em risco de perder valor do mercado, assinalou Fernando Flamengo.

De acordo com Flamengo, perante todos esses condicionalismos, o comprador acaba por impor pagar menos ou então descontar 300 dólares (cerca de 256 euros) por cada contentor. Os dois empresários alertam ainda para o facto de que mais de 70 mil toneladas do caju se encontrarem ainda nas mãos dos produtores. (Mundo Lusíada)

com Lusa

Esqueça as bitcoin. McDonald’s lança MacCoin que pode trocar por Big Mac

Portugal é um dos 50 mercados que vai receber MacCoins que os consumidores poderão trocar por Big Mac em qualquer dos países onde decorre iniciativa

Não é uma bitcoin, mas pode trocar esta moeda que vai ser lançada pela McDonald’s por um Big Mac em qualquer um dos 50 países onde decorre esta iniciativa, incluindo Portugal. Um total de 6,2 milhões de MacCoin será distribuído a partir de 2 de agosto, dos quais 65 mil unidades no mercado nacional.

A iniciativa assinala o 100º aniversário de Jim Delligatti, o criador deste hambúrguer best seller da cadeia de restauração, com um em cada quatro consumidores que visitaram um restaurante da cadeia em 2017 a consumir um menu Big Mac. O hambúrguer icónico, que inspirou o Big Mac Index criado pela The Economist em 1986 (medindo o grau de sobre ou subvalorização de uma moeda em relação ao dólar americano), assinala este ano 50 anos.

“Esta é uma iniciativa global na qual o mercado português tem um papel muito importante e do qual nos orgulhamos muito. A distribuição das 65 mil MacCoins nas principais cidades, associada ao crescimento do turismo no país, vai certamente gerar muitas trocas de MacCoins oriundas de outros países pelo nosso Big Mac, em Portugal”, diz Inês Lima, Diretora de Marketing e Comunicação da McDonald’s Portugal.

Em Portugal, as moedas serão distribuídas em vários pontos de Lisboa, Porto e Algarve e também através de passatempos nas redes sociais.

A MacCoin é uma edição limitada, com cinco designs distintos que assinalam cada uma das décadas de existência doBig Mac. “Cada uma destas cinco moedas incorpora o símbolo do 50º Aniversário do Big Mac e, na outra face, elementos das diferentes épocas ligados à arte, à música e à cultura pop”, descreve a cadeia.

A edição limitada tem assim referências ao movimento Flower Power (anos 70), arte Pop (anos 80) “passando pelas formas arrojadas e abstratas dos anos 90 e que traduzem o design da MacCoin, o início dos anos 2000 concentrou-se especificamente na tecnologia de vanguarda na viragem do século, visível nos elementos da quinta MacCoin, representados na última década de 2008-2018”.

Mantendo a mesma receita desde 1968, altura em que foi lançado – pão com sementes de sésamo, dois hambúrgueres 100% carne de vaca, alface iceberg, cebola, queijo fundido, pickles e molho especial Big Mac – em Portugal, o Big Mac tem três ingredientes nacionais: carne de vaca (PecNordeste), a cebola (Vegenat) e a alface (Vitacress). (Dinheiro Vivo)

Países africanos lusófonos podem beneficiar da relação entre CPLP e Ibero-Americanos

Os Estados africanos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) poderão ter mais possibilidades de cooperação com o aprofundar das relações entre o bloco lusófono e a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), declarou esta segunda-feira a responsável da CPLP.

“Creio que os países africanos membros da CPLP poderão, de facto, aproveitar bastante desta relação de parceria que se abre com a OEI”, disse esta segunda-feira à Lusa a secretária-executiva Maria do Carmo Silveira.

A responsável pelo bloco lusófono fez estas declarações no final de uma reunião com novo secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero, que está em visita a Portugal entre esta segunda e terça-feira. “Efetivamente, esta colaboração entre a CPLP e a OEI abre grandes possibilidades para uma cooperação da OEI com os Estados africanos membros da CPLP, no sentido de poderem aproveitar a larga experiência. Portanto, temos aí uma possibilidade de partilha e de aprendizagem com a OEI que não devemos mesmo desperdiçar”, acrescentou.

Maria do Carmo Silveira lembrou ainda que “a OEI é uma organização com cerca de 70 anos de experiência e a CPLP tem apenas 22 anos”. “A própria OEI é candidata a observador associado (da CPLP) e é também uma situação que nos prestigia bastante. Vai ser a primeira organização internacional a receber este estatuto. Portanto, estamos diante de uma expetativa muito grande de colaboração futura entre a CPLP e a OEI”, referiu.

A OEI lançou a sua candidatura de observador associado da CPLP entre abril/maio, que deverá ser analisada na cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorre em 17 e 18 de julho, em Cabo Verde.

Sobre a reunião com o secretário-geral da OEI, Maria do Carmo Silveira disse foi um encontro de cortesia para discutir “a relação de cooperação” que existe entre as duas organizações. “Uma relação que vem já de há algum tempo e tem muitos motivos para se manter e ser reforçada, na medida que alguns países são membros da OEI e da CPLP, que é o caso de Portugal, que é o caso do Brasil e que é o caso da Guiné Equatorial”, indicou.

“Nós temos observadores associados que são membros da OEI, no caso o Uruguai, e temos candidaturas de vários outros que certamente serão aprovados na próxima cimeira de chefes de Estado (e de Governo da CPLP), que é o caso da Argentina, do Chile e do Peru, assim como de Andorra, que também é membro da OEI”, afirmou.

Maria do Carmo Silveira disse que as duas organizações “são forçadas”, no bom sentido, “a trabalhar juntas para reforçar os laços de cooperação nas suas áreas de atuação, que neste caso são a ciência, a cultura e a educação, que são também áreas estratégicas para a CPLP, assim como prestar o melhor serviço para os Estados-membros” das duas organizações. (Mundo Lusiada)

por Lusa

Desafios da transformação digital no sector financeiro

Virada a página da crise, o sector deve evoluir para um maior foco no cliente e na agilidade de processos, através de plataformas online e móveis, reduzindo custos para disponibilizar mais serviço, com menos custos, a clientes mais exigentes.

O último Boletim Económico do Banco de Portugal refere que o Produto Interno Bruto (PIB) português voltará, em 2018, a um valor idêntico ao de 2008. A confirmar-se, estamos perante uma década perdida de crescimento para o país. A única boa notícia que se pode tirar desta leitura reside no facto de ao longo destes últimos dez anos ter existido uma mudança substancial na forma como Portugal cria riqueza. O aumento do peso das exportações no PIB é uma das partes mais visíveis dessa transformação.

As mudanças afectaram inúmeras áreas. O sector financeiro, no qual se incluem a banca de retalho e as companhias de seguros, enfrentou a crise ao mesmo tempo que na sociedade portuguesa se assistia a uma transformação digital dos hábitos de consumo com a massificação de acessos através da internet em equipamentos móveis (smartphones e tablets) dos utilizadores/clientes.

Mudança de paradigma

Essa alteração comportamental traduziu-se numa redução do número de pessoas que se deslocam fisicamente aos balcões de bancos ou seguradoras. Houve uma mudança profunda nos hábitos de consumo e na interacção com o sector financeiro que obrigou bancos e seguradoras a deixar de valorizar apenas a venda de produtos e passar a valorar a relação com o cliente, tentando conhecer as mudanças de perfil do cliente e as suas ambições.

Nuno Sousa, vertical lead de financial services da Claranet Portugal, salienta que não é de estranhar que se verifique uma tendência na aposta de canais digitais para chegar aos clientes, apostando em serviços como “e-wallets”, “cashless online payments” e”mobile payment systems”.

“O sector precisa de trabalhar num plano de três a cinco anos de melhoria para conseguir responder de forma mais rápida às áreas internas de negócio e consolidar uma visão de TI híbrida, multiplataformas e ágil.” Nuno Sousa, vertical lead de financial services da Claranet Portugal

O aparecimento de novos operadores, start-ups fintech, que oferecem serviços mais eficientes e voltados para a experiência do utilizador, coloca maior pressão ao sector financeiro, que já possui uma ampla lista de desafios. O responsável da Claranet enumera alguns. “Inovação materializada em novos serviços; segurança da informação dos clientes; necessidade de maior agilidade nos processos de negócio; necessidade de maior flexibilidade na adaptação das suas estruturas; imposições de rácios mínimos pelo BCE; enquadramentos legais como o MIFID Payment Services Directive; um aumento da concorrência da banca europeia, com a possibilidade de abertura de conta em qualquer país europeu e, claro está, o aparecimento de empresas tecnológicas que estão a começar a introduzir-se no negócio financeiro, as denominadas fintech.”

Iniciar a mudança

Para ajudar a banca nesta transformação digital, é preciso remodelar as arquitecturas e as infra-estruturas existentes, tentando introduzir novas soluções que melhorem o desempenho dos sistemas “legacy”. São vários os desafios que o sector financeiro português enfrenta.

As tecnologias de informação podem ajudar o sector financeiro a estar “mais centrado no cliente e focado no serviço, ajudar na redução de custos e na introdução de uma maior agilidade nos processos”, conta Nuno Sousa. O responsável da Claranet acrescenta outros dois “drivers” importantes: a possibilidade de inovar e o aumento da confiança no sector, através de uma estratégia de ciberdefesa.

Companhias de seguros mostram o caminho

Nos seguros, os produtos estão cada vez mais granulados e adaptados aos clientes, com coberturas especializadas por área de actuação, localização ou “timeframe”. “Este aspecto é impulsionado pela utilização cada vez maior de mecanismos de recolha de dados e respectiva análise.”

Essa informação, bem trabalhada, pode ajudar o sector financeiro português a estar “mais centrado no cliente (‘customer centric’) e focado na prestação de serviços com maior personalização”.

Para dar este salto qualitativo, é preciso mudar uma parte dos sistemas obsoletos que existem e introduzir nova tecnologia desenhada para um mundo com acessibilidade móvel.

Caso esse passo seja dado, “as novas tecnologias de informação podem contribuir na redução de custos e na introdução de uma maior agilidade nos processos”, conta Nuno Sousa.

Três áreas para iniciar a mudança

Conhecendo as limitações financeiras do sector, não é possível promover uma mudança abrupta, mas é possível dar pequenos passos, realizando testes em áreas ou serviços que permitam ganhar confiança.
Mudar o legacy é sempre difícil, mas certas áreas periféricas, que sejam autocontidas, são as ideais para dar estes primeiros passos. Nestes casos, a Claranet propõe:

1. Lançamento de novos serviços assentes em plataformas ágeis (como Outsystems ou outras) sobre “clouds” públicas, com um “time-to-market” adequado e total flexibilidade;

2. Na segurança, os novos serviços de “cyber intelligence” permitem detectar as novas técnicas de tentativas de fraude o mais cedo possível, possibilitando actuar antes de qualquer risco se materializar;

3. Os serviços de “business continuity” podem ser facilmente externalizados, dado que naturalmente usam infra-estruturas remotas para recuperação em caso de desastre. Este é um exemplo onde o rápido retorno do investimento através de maior eficiência e poupanças de custos pode alavancar outros projectos mais ambiciosos. (Negocios)