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Intervenção do Presidente do Conselho de Administração da ENSA na XIV Edição do ENSA Arte

ENSA, 40 Anos de Liderança e Consciência Cultural

No histórico ano em que a ENSA completa 40 anos de existência e de sucesso no universo empresarial angolano, realiza-se a XIVª Edição do Prémio ENSARTE.

A liderança do mercado segurador junta-se à responsabilidade social e, ao longo de décadas, a gestão de riscos e a protecção financeira dos activos pessoais e patrimoniais, dos cidadãos e das empresas, andam de mãos dadas com as artes plásticas.

Foram anos em que estoicamente resistimos às vicissitudes da evolução histórica, habilmente nos adaptamos às mudanças do mercado, corajosamente enfrentamos os desafios de crises e da concorrência e, desde 1978, teimamos em colocar no alto do firmamento empresarial nacional, com brilho incessante, a estrela que protege.

Temos uma marca com uma história incontornável, quase confundível com a história dos seguros e que acompanha a história económica do nosso país.

Assumimos a transição para o modelo de gestão de seguros da fase pós-independência, na sequência do processo de liquidação das companhias seguradoras antes existentes.

Em situação de Monopólio, garantimos a gestão e protecção financeira de Grandes Riscos Segurados, ligados ao funcionamento da economia nacional como os riscos petrolíferos e assumimos grandes responsabilidades por sinistros de elevadas proporções em diversas áreas estratégicas.

A edificação do ordenamento legal e regulamentar do sector, a criação da Instância Reguladora e de Supervisão de Seguros e a abertura e expansão do Mercado têm a influência e contribuição da ENSA nos seus alicerces.

E connosco nasceu e cresceu a Cultura de Seguros antes inexistente do mesmo modo que, desde cedo, promovemos a arte e a cultura nacional.

Hoje, continuamos a preponderar, com uma liderança do mercado que não é circunstancial.

Dezoito anos decorridos após a abertura do mercado, enfrentamos um ambiente fortemente competitivo com mais de vinte respeitáveis concorrentes e, mesmo em contexto de crise, continuamos a ser uma referência no sector segurador e financeiro, com cerca de 40% de quota de mercado.

Dentre cerca de 100, a ENSA sobressai como a única empresa do sector empresarial público com rating internacional conferido pela Standard & Poors.

Adicionamos Valor à Economia, com a Gestão de Riscos Transversais e Liderança de Riscos de relevância Estratégica para o País, sendo hoje a seguradora Líder dos Co-Seguros Petrolífero (Upstream do Oil&Gas), dos Diamantes, da Aviação Pública e da Agricultura.

Registamos resultados positivos mesmo em condições de adversidade e temos sido sucessivamente referenciados pelo ISEP pelo Rigor, Transparência e Fidedignidade na Prestação de Contas.

Em cooperação com os seus pares, a ENSA lidera a ASAN – Associação das Seguradoras de Angola e, juntos, trabalhamos com a ARSEG, influenciando a evolução positiva do mercado e do ambiente regulatório e de supervisão.

Somos a empresa que se reestruturou e modernizou, investindo fortemente no desenvolvimento do seu capital humano e nas componentes organizacional, de tecnologias de informação, processos e de gestão, e numa Cultura Empresarial Própria, Focada nos nossos Clientes Corporate e Particulares.

A marca ENSA continua a ser reconhecida pela sua elevada notoriedade espontânea, e respeitada local e internacionalmente no Mercado Ressegurador, pela presença em todo o território nacional, pela inovação, diversidade e abrangência dos seus produtos e serviços e pelo forte compromisso com a responsabilidade social, principalmente nos domínios das artes, do desporto e do apoio humanitário às comunidades.

O que nos move é a consciência de que podemos ajudar a mitigar a pobreza, as iniquidades geográficas e sociais do país, mediante a criação de valor no mercado nacional, e fazer com que rapidamente se operem mudanças que originam crescimento e desenvolvimento humano, que combinamos com a consciência cultural que gera identidade e consolida a nação.

Para a ENSA, se liderar o mercado sempre foi um propósito estratégico, cuidar da sua dimensão cultural é crítico para o sucesso.

O Prémio ENSARTE tornou-se, por mérito próprio, uma referência cultural nacional e atingiu patamares internacionais.

O mérito é dos artistas que o fazem, nos domínios da pintura, da escultura e, igualmente, da gravura, a novidade da presente edição. Mérito, também, dos Colaboradores da ENSA que participam da sua organização e das instituições que a nós se associam para torna-lo cada vez maior como o Ministério da Cultura, a Aliance Française, o BNA que aqui nos recebe e as entidades titulares dos espaços onde o temos realizado como o CCBA e o Centro Cultural Camões, os membros dos Júris e os Comissários das Exposições.

Esperamos que, na linha das anteriores edições, a actual exposição contribua para a representação do percurso artístico contemporâneo do país e esteja à altura da ENSA 40 ANOS.

Para isso, olhamos para trás e lembramo-nos de grandes autores, verdadeiros ícones das artes plásticas angolanas.

Mas julgo que todos os artistas presentes nesta sala me permitirão uma referência especial a um momento particularmente histórico, o da génese da nossa ligação às artes, recuando à Primeira Exposição de Pintura da Ensa e que nos traz para a nossa memória empresarial, para a memória colectiva dos artistas nacionais e a memória da Nação, a memória de Viteix, o seu primeiro vencedor.

Se pudermos dedicar o presente ENSARTE a alguém, será, certamente ao punhado de mulheres e homens que fundaram a ENSA e ao primeiro artista que nele se notabilizou: Viteix!

No futuro, queremos continuar a apostar na melhoria da eficiência e da qualidade de serviço para assegurar a fidelização dos nossos Cientes e potenciar a expansão do negócio, mas jamais perderemos o foco na componente cultural.

Por isso, vamos cooperar com as organizações dos artistas plásticos, reflectindo em conjunto sobre temas como a introdução de novas modalidades no ENSARTE, a possibilidade de criação de seguros de grupo que protejam a vida e a integridade e Fundos de Pensões que garantam a protecção social complementar dos artistas, parcialmente suportados por leilões de obras admitidas a concurso.

Poderíamos pensar sobre a possibilidade de abertura ou eventos próprios ligados a modalidades como o desenho, a fotografia, os audiovisuais, a luminotecnia, a performance e a instalação.

E, ainda, a introdução das artes de maior pendor etnológico, enraizamento e resistência histórica e cultural como a cerâmica e a tecelagem que, com entrelaçados de ráfia ou algodão, já fez Libongos ou Mabelas, moedas que circularam nos Reinos do Kongo, do N’dongo, da Matamba e de Kassanje, dignas deste museu que hoje nos acolhe.

A equipa ENSA tem nome próprio – TODOSENSA – e ela e os seus líderes estão disponíveis e motivados para a defesa dessa causa.

Porque agimos duplamente inspirados: nos artistas e homens de cultura, dotados de especial sensibilidade para traduzir os anseios e esperanças da sociedade, e naqueles que, em histórica situação difícil, fundaram os alicerces de uma empresa com fortes pilares da perenidade e simbolizada pela estrela que nos ilumina a visão do porvir e o caminho certo a seguir. (ENSA)